quarta-feira, 13 de junho de 2012

AVE, CUMPADE...



Meus amigos, a exposição do meu "cumpade", Raimundo Carvalho, em Salamanca, Espanha, está sendo um sucesso. Este grande artista de Teofilândia, na Bahia, recebeu a imprensa local, concedeu entrevistas e apresentou para o público europeu a sua arte, inspirada no sertão, do qual ele tanto se orgulha. Com sua originalidade, Raimundo, segue encantando o mundo. Axé meu rei, SUCESSO !



MÚSICA DA SEMANA...


Pixinguinha
Alfredo da Rocha Vianna Filho, nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1897. O apelido de Pixinguinha veio da junção de dois outros apelidos: Pizindim (pequeno bom) e bixiguinha (por ter tido a doença) .

Era o décimo-quarto filho de uma família musical. Seu pai era músico e vários de seus irmãos também. Ainda novo começou a acompanhar seu pai, flautista, em bailes e festas, tocando cavaquinho. Aos 12 anos fez a sua primeira obra, o choro “ Lata de Leite” que foi inspirado nos chorões, músicos boêmios que depois de noitadas regadas a bebidas e música, tinham o hábito de tomar o leite alheio que ficava nas portas das casas... Aos treze, passou a estudar o bombadino e a flauta. Aos 17 grava as suas primeiras composições: “ Rosa” e “ Sofre Porque Quer”. Em 1922, vai para o exterior com o grupo “ Os Oito Batutas” e estende para seis mesues sua turnê, marcada para durar somente um mês. Conhece a fama internacional.

Até este ponto, pode-se pensar que é um caminho natural de um músico aplicado. Mas Pinxinguinha não foi somente um músico capaz. É reconhecido até hoje como um exímio flautista, talvez o maior que o país já teve, foi maestro, arranjador e intérprete. O primeiro maestro-arranjador a ser contratado em uma época que a maioria dos músicos era amadora. Misturou a sua formação erudita basicamente européia com os ritmos negros brasileiros e a música negra norte-americana. Deu uma guinada no som do Brasil!! Trouxe um tempero, um sotaque nacional, marcou com classe e com estilo a nossa música.

Sua história se mistura com a própria história do rádio e da música nacional. É o grande mestre entre todos os outros grandes mestres que o Brasil já teve. Não é possível pensar em música nacional sem se curvar diante deste músico maravilhoso que morreu em 1973. O consolo que resta é saber que existem várias composições ainda inéditas, ainda pedindo para serem mostradas. Que seja feita esta vontade...que se mostre Pixinguinha...porque Pixinguinha é atemporal...

ROSA
(Clique no link para ouvir)

UMA IMAGEM...

LANÇAMENTO...



Caros leitores, o lançamento do livro Escola, Espaço e Discurso, do escritor Ricardo Stumpf, na Fainor - Faculdade Independente do Nordeste, em Vitória da Conquista, foi um sucesso. O autor recebeu seus leitores, amigos e alunos em noite de muitos autógrafos.

                                                                                                                                                 O  livro faz um cruzamento entre os discursos sobre a educação, construídos ao longo da história do Brasil, e os prédios escolares que resultaram dele, desde a colônia até o primeiro governo Lula. Você pode adquirir pelo site  http://www.biblioteca24horas.com/ em formato e-book ou impresso.

POESIA DA SEMANA...


Cecília Meireles


Mulher ao espelho


Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.