quarta-feira, 27 de julho de 2011

CADEIA NELE, CADEIA NELE...CADEIA NELE !


Índio é preso acusado de abusar crianças

Preso na delegacia de Belmonte desde domingo passado, o índio Fidelcino dos Santos, 65 anos, é acusado de abusar sexualmente de oito crianças – entre elas, uma garota de 11 anos com síndrome de Down – da aldeia Paturi, situada no povoado de Boca do Córrego, em Belmonte (a 695  km de Salvador).
Os abusos vinham sendo praticados há aproximadamente um ano e só foram descobertos após relato da vítima de 3 anos aos pais no sábado passado. Comunicado, o Conselho Tutelar de Barrolândia, que também atende em Boca do Córrego, acionou a polícia, que prendeu o suspeito em casa.
A cacique da tribo, de etnia tupinambá, Maria do Carmo Querino Santos, conhecida como Kátia, 42, contou que o suspeito morava na aldeia há cerca de 9 anos e não demonstrava comportamento anormal.
“Estamos abalados porque foi algo que ninguém imaginava ocorrer na nossa aldeia. Aqui moram pouco mais de 100 pessoas, que têm uma rotina diária, convivência de décadas. Não havia desconfiança, todo mundo tinha estima por  ele,”, lamentou.
As crianças, seis meninas e dois meninos, com idade entre 3 e 12 anos, relataram os abusos sofridos  na segunda-feira, 25, na delegacia da vizinha cidade de Santa Cruz Cabrália, onde a delegada Teronite Bezerra (titular de Belmonte) fazia uma substituição.
Apesar de casado e ter filhos, Fidelcino morava sozinho e atraía as vítimas com pequenos presentes (frutas e doces), contou a conselheira tutelar Maria d’Ajuda Dórea. “Acompanhamos as crianças e elas contaram tudo. Estamos dando todo o suporte possível a elas”, acrescentou D’Ajuda.
O atendimento psicológico às crianças e suas famílias começa nesta quarta, 27, em Porto Seguro, graças a uma parceria entre o Instituto Tribo Jovem (ITJ) e a Secretaria Municipal de Saúde.
O atendimento não foi pode ser feito em Belmonte, porque o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) está sem psicóloga até dezembro deste ano, quando termina a licença da profissional que faz o atendimento.


terça-feira, 26 de julho de 2011

RIO DE JANEIRO

RÍ-IO

Caros leitores, agora entendo meus amigos Marta Honorato e Ricardo Stumpf quando citam as maravilhas da cidade deles, Rio de Janeiro. Fui convidado, aceitei imediatamente, pelo meu amigo, o escritor e arquiteto, Ricardo Stumpf a visitar a cidade maravilhosa.

Antes de pousar no Santos Dummond, situado no Centro da Cidade, temos um panorama do que nos aguarda, sobretudo, se estiver sentado no lado direito da aeronave: Ponte Rio / Niterói, Pão de Açúcar e Corcovado, dão as boas vindas. A pista para pousos e decolagens fica dentro do mar, parece que vamos pousar na água (comprei o pacote com emoção... uuuurrrrrrruuuuu).
Fiquei hospedado em Copacabana, até ir à Petrópolis, mais precisamente, à Itaipava - terras alemãs, herdadas pelo imperador - visitar os Stumpfs, parentes de Ricardo.


Primeiro dia, na saída para o calçadão de Copacabana, inspirado no de Lisboa, ainda na Avenida Barata Ribeiro, o morro do Cantagalo me deixou impressionado, pensei que ali seria o limite da cidade, entretanto, o túnel Sá Freire Alvim mostrava a saída para o outro lado, a Lagoa Rodrigo de Freitas, belíssima, me deixando mais curioso ainda. As transversais arborizadas anunciavam o verde que seria visto por mim em minha caminhada pela capital do império.
Chegando à praia mais famosa do mundo, palco de eventos consagrados, como a apresentação dos Rolling Stones e o viva São João do Gilberto Gil, percebi a diversidade das tribos freqüentadoras: skatistas, patinadores, ciclistas, atletas de finais de semana e famílias inteiras reúnem-se na princesinha do mar. Quadras e equipamentos de esportes e ginástica por todos os lados. Vi senhores praticando vôlei de praia, observados pelos netos, que com certeza perpetuarão esta prática. Copacabana é limitada pela Pedra do Leme e Forte de Copacabana (Posto 06). Ipanema, imortalizada pela Bossa Nova, com a música garota de Ipanema de Tom Jobim e Vinícius, tem uma praia belíssima, separando as turmas em postos, do 07 ao 10, cada um com sua peculiaridade, terminando no Leblom, praia da elite carioca, postos 11 e 12 com o morro dois irmãos ao fundo.


A noite fui ao Boteco Belmonte, uma rede de botecos espalhada pelo Rio. Gente bonita, chopp geladíssimo e pastel de camarão são show... carquei o dentão e comi pacas.


No sábado, após a caminhada matinal por Copa, fui ao Pão de Açúcar. O bondinho funciona ao longo de duas rotas, uma ligando a Praia Vermelha ao morro da Urca e outra ligando o morro da Urca ao pico do Pão de Açúcar. A primeira linha (estação inicial - morro da Urca) possui extensão de 600 metros, a segunda  (morro da Urca - Pão de Açúcar) possui extensão de 850 metros. A capacidade atual é de 60 passageiros por viagem. De um lado a vista do Cristo do outro a enseada de Botafogo, sem falar da ponte que liga à Niteroi... de cair o queixo...

Ainda no sábado, fui ao Corcovado, subi o morro de trem até o Cristo Redentor. A ferrovia, que tem 3.800 metros de extensão - a primeira eletrificada no Brasil, em 1906, tendo Dom Pedro II como o passageiro ilustre mais antigo - rasga a mata numa trilha incrível. No meio da subida, entrou um grupo de pagode carioca, o Bom de Samba que alegrou a metade final da subida.

Chegando ao topo do Corcovado, temos a estátua do Cristo Redentor... dá uma vontade de chorar da porra ! É como se a gente estivesse mais perto de Deus, melhor, é como se ali fosse o prórpio Deus, é muito forte o que senti quando vi o Cristo ! Como se não bastasse a representatividade e o impacto que a estátua representou naquele momento, seus braços abertos sinalizavam a paisagem lá em baixo: toda a zona sul e parte da zona norte, inacreditável !

No mesmo dia, a noite, fomos ao bairro boêmio da Lapa. Seus arcos belíssimos – que sustentam o bonde de Santa Tereza – são muito intrigantes, como um portal para a diversão noturna, a alegria. A Lapa é um bairro notívago. As suas ruas são fechadas e as pessoas superlotam seus excelentes bares, o Boteco Belmonte também estava lá (chopp gelado e pastel de camarão). Tomei cerveja gelada, comi bolinho de aimpim com carne seca e ouvi música baiana (Gerônimo) que vinha do bar ao lado: sensacional !

Domingo, fomos à rodoviária e pegamos um ônibus para Petrópolis para visitar alguns parentes do meu amigo. Parte de sua familia, a alemã, reside em Itaipava, distrito de Petrópolis. O ônibus, confortabilíssimo, saiu da rodoviária, passou por Bonsucesso, Penha, entrada de Ramos, Duque de Caxias, até a bifurcação Xerém / Petrópolis: subimos a serra ! Moço, tu é doido !? Uma hora de subida íngreme e arriscada, apesar da excelente conservação e sinalização da estrada. Uma beleza de paisagem, indescritível. Chegamos à rodoviária de Petrópolis e a tia Ivete Stumpf estava nos esperando com o carro para nos levar à Itaipava. Itaipava fica mais alto ainda, parece uma cidadezinha alemã... arquitetura belíssima e um friozinho europeu delicioso. O melhor ainda estava porvir: o almoço preparado pela tia Ivete, uma senhora encantadora, inteligentíssima, muito engraçada e carinhosa. Descemos a Serra às 18:00H, num frio de lascar e o Santos Dummond nos esperava com mais uma emoção, a da decolagem.


A cidade do Rio de Janeiro, ao contrário do que se mostra na TV (violência) é tranquila, muito policiada e limpa. Suas ruas são arborizadas e conservadas. Os morros, à noite, parecem presépios ou luzes derramando das montanhas, muito bonitos. O único ponto negativo, em minha opinião, é o abuso nos preços das lembranças e acessos aos Pão de Açúcar (R$ 53,00 por pessoa) e Corcovado (R$ 36,00 por pessoa).
Agradeço ao meu amigo Ricardo Stumpf pelo convite e o tratamento dispensado, como guia turístico, a minha amiga, socióloga, Eliane Lima e a tia Ivete Stumpf pelo carinho. Foi uma viagem inesquecível. Minha mãe tinha razão:

- "O Rio de Janeiro é a confirmação da existência divina. Quem não conhece, precisa conhecer !"

Vá ao Rio (em carioquês, Rí-io) !

segunda-feira, 18 de julho de 2011

VEXAME ANUNCIADO...



Caros leitores, assisti ao jogo da seleção canarinho, ontem, pelas quartas-de-final da Copa América, contra o Paraguai e fiquei preocupado com a dificuldade da nossa equipe em fazer gols. Apesar de entrarmos em campo com a “seleção do povo” - visto que a maioria aprovou a convocação e escalação do time – fomos surpreendidos pela retranca paraguaia e performance do seu goleiro. O Brasil não fez um jogo ruim, apenas esbarrou no preciosismo dos nossos “craques atuais” que preferem a firula a uma jogada vertical.
Ganso e Neymar ainda não conseguiram brilhar na seleção como no Santos, clube que os revelou e sabiamente os manteve. Entretanto, vejo uma super exposição de ambos, tratando-os como gênios da bola, o que não é verdade. Ganso é um meia habilidoso, mas é lento e Neymar insiste em cair em todas as divididas não sabendo o momento certo de driblar ou passar a bola. Óbvio que são dois grandes jogadores, entretanto ouso a classificá-los como promessas, grandes promessas.
O nosso goleiro – deverá ser o da copa – falhou em quase todas as partidas. Temos dois laterais (pela direita) excelentes, embora com características distintas: Maicon tem mais força e velocidade e joga mais pro time, enquanto Dani Alves pensa que é Messi, Iniesta ou Xavi. No miolo de zaga, o nosso técnico teve receio em escalar uma dupla muito jovem – embora tenha feito isso nos amistosos – deixando a revelação Davi Luiz no banco e escalando o xerifão Lúcio que deu seu recado aos jovens popstars, causando um desconforto ao comandante e mostrando a divisão no grupo. A ala esquerda tem o fraquíssimo André Santos (este eu não entendo). No meio, "protegendo" a zaga, temos o Lucas Leiva e Ramires, o segundo mais moderno, levando a bola com qualidade até o setor de criação, vezes arvorando-se como meia-atacante. Ganso pensa que é Rivaldo e Robinho esqueceu seu futebol desde a sua turbulenta saída para o Real Madrid. Neymar um dia será um craque e Pato precisa treinar fundamentos como chutes a gol (umas mil vezes por dia). Os reservas Elano e Fred não acrescentaram muita coisa.
Particularmente, nunca gostei das equipes treinadas pelo Mano Menezes, apesar de reconhecer a dificuldade que deva ter para lidar com a vaidade dos jogadores que hoje são tratados como estrelas. Acredito, e suas conquistas mostram isso, que Muricy Ramalho seria o técnico ídeal. A seleção ainda não encontrou uma forma de jogo, um estilo, uma tática ideal. Espero que isso aconteça rápido, pois, foi-se o tempo em que ter bons jogadores era suficiente, e, não vamos disputar as eliminatórias, o que vai deixar nossos atletas muito mais "relaxados". Pra frente Brasil, salve a seleção !

É CAMPEÃ... É CAMPEÃ !


As meninas da seleção de futebol japonesa foi campeã mundial ao derrotar as favoritíssimas americanas, nos pênaltis. São incríveis a dedicação tática e a raça das japonesas: já havia eliminado as donas da casa, Alemanha, forte candidata ao título. Parabéns para as novas campeãs mundiais. Que a vitória delas sirva de exemplo pra nossa seleção feminina, que mesmo tendo a melhor jogadora de todos os tempos, ainda carece de auto-estima.


おめでとうございます!

LUIZ GONZAGA - PARTE VII


CRONOLOGIA DA VIDA 

1965
Asa Branca é gravada por Geraldo Vandré em seu Lp "Hora de Lutar". Gilberto jovem, um compositor jovem da Bahia começa a citar Luiz Gonzaga em suas entrevistas, como uma de suas maiores influências. Mais adiante Luiz Gonzaga gravaria duas composições de Vandré (Para Não Dizer Que Não Falei das Flores e Fica Mal Com Deus), como retribuição.
1966
Sinval Sá lança o livro O Sanfoneiro do Riacho da Brígida - Vida e Andanças de Luiz Gonzaga - O Rei do Baião. O sanfoneiro é impedido de cantar no festival FIC 66, a música São os do Norte Que Vêm, de Capiba e Ariano Suassuna.
1968
Um pouco fora de destaque no cenário musical, Luiz Gonzaga viu seu nome novamente em ascensão depois que, nesta ano, Carlos Imperial espalhou no Rio de Janeiro que o conjunto Inglês The Beatles acabara de gravar a música Asa Branca. Não era verdade, mas foi o que bastou para que Gonzaga voltasse às manchetes. E por um longo tempo Gonzaga sempre falou em entrevistas, do interesse "dos cabeludos de Liverpool por essa música". Luiz Gonzaga é destaque na 1ª edição da Revista Veja, em 11 de setembro, com a matéria Gonzaga: a volta do Baião.
Luiz Gonzaga conhece Edelzuíta Rabelo numa festa junina em Caruaru.
1970
Para os anos 70 estava reservada a explosão dos ritmos estrangeiros, particularmente o Rock'n'roll, oriundo dos anos 50, onde encontrava defensores como Cely e Tony Campelo, Carlos Gonzaga, etc. Era a presença em nossa música os Beatles, ingleses. Dos Estados Unidos chegava a música de Elvis Presley. No Brasil era a vez de Roberto Carlos que já vinha com o seu programa Jovem Guarda. Carlos Imperial, Erasmo Carlos etc., davam força ao movimento.
1971
Lança o LP "O Canto Jovem de Luiz Gonzaga". O produtor Rildo Hora alega que "este disco não é para sucesso e sim uma homenagem para a juventude.” Em Londres Caetano Veloso grava Asa Branca, assim como Sérgio Mendes e seu Brasil 77. É o ano do primeiro contato do então desconhecido Fagner com Luiz Gonzaga, no Rio. O sanfoneiro apresenta-se em Guarapari fazendo sucesso entre os hippies de então.
Foi também do ano de 1971 que, por iniciativa do Padre João Câncio, com o apoio do cantor Luiz Gonzaga - primo de Raimundo Jacó - e pelo poeta Pedro Bandeira, famoso repentista do Cariri, realizou-se a primeira Missa do vaqueiro, no sítio Lages, na cidade de Serrita, em pleno sertão Pernambucano, como homenagem a Raimundo Jacó, que teria sido morto morto por um companheiro, e principalmente em forma de tributo ao vaqueiro nordestino. Mas a principal preocupação do Pe. Joâo Câncio era trazer de volta para a igreja os vaqueiros. Com a celebração o Padre Vaqueiro conseguiu ver seu desejo realizado.
1972
Pelas mãos de Capinam apresenta o espetáculo "Luiz Gonzaga Volta Para Curtir" no Teatro Teresa Raquel, no Rio de Janeiro. Sob a direção de Jorge Salomão e Capinam, o delírio é total, e é a primeira vez que Gonzagão enfrenta uma platéia somente de jovens.

1973
Deixa a RCA Victor e passa para a Odeon, por um breve espaço de tempo, embalado pelo sucesso reconquistado.  Tenta lançar sua candidatura a deputado Federal pelo então MDB mas desiste logo da idéia, quando sentiu que os votos que obteria seria em troca de favores. Inezita Barroso grava Asa Branca como também o cantor grego Demis Roussos, sob nome de White Wings, com letra em inglês.
O então Governador de Pernambuco Eraldo Gueiros Leite, seriamente preocupado com o clima de discórdia e violência reinante em Exu, pediu para que Luiz Gonzaga tentasse apaziguar os conflitos entre famílias tradicionais daquela cidade. Neste mesmo ano por iniciativa da Prefeitura do Município de Serrita, foi erigida a estátua de Raimundo Jacó, esculpida por Jota Mildes, artista de Petrolina.
Também neste ano grava seu primeiro LP pela Emi Odeon.
1974
É construído o Parque Nacional do Vaqueiro, e criada em 24 de Outubro desse mesmo ano a Associação dos Vaqueiros do Alto Sertão Pernambucano.
1975
Luiz Gonzaga reencontra Edelzuíta, o grande amor da fase final de sua vida.
1976
O Projeto Minerva dedica um especial à obra de Luiz Gonzaga. Neste mesmo ano grava seu primeiro compacto simples de 33 rpm pelo selo Jangada, com a música  Samarica Parteira de Zé Dantas. A música ocupou as duas faces do disco.
1977
Estréia no  "Seis e Meia", no Teatro João Caetano ao lado de Carmélia Alves. O sucesso é total, inclusive com grande afluência de jovens ao Teatro.
1978
É lançado no mercado um disco como forma de menção especial a Luiz Gonzaga, - a Grande Música do Brasil, a Grande Música de Luiz Gonzaga, pela Copacabana, produzido por Marcus Pereira com arranjos e direção de orquestra a cargo do maestro Guerra Peixe. É uma versão sinfônica de clássicos da obra de Luiz Gonzaga. Foi também o ano da morte de Januário, no dia 11 de Junho.
1979
Morre o compositor, advogado e instrumentista Humberto Teixeira.  E Luiz Gonzaga grava o Disco Eu e Meu Pai em homenagem a Januário.