Caros leitores, mais uma vez o Vitória deixou escapar – a primeira vez foi contra o Colo Colo, de Ilhéus – a oportunidade de ser pentacampeão baiano. O duro não é nem perder o título, o duro mesmo, é ter que agüentar a torcida do Baêa minha porra, que não vence um título há 10 anos. Foi importante que o time da Princesa do Sertão tenha vencido, assim o torcedor do Vitória não se ilude com este time: segunda divisão é muito mais difícil, é preciso reforçar a equipe. Parabéns ao Bahia de Feira !
"As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. Há as de índole agreste, cuja simples presença fere e degrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas." (do Livro Milagrário Pessoal - Agualusa).
segunda-feira, 16 de maio de 2011
AVE, MEU REY
Meus amigos, com a criação do blog, tenho conhecido gente do mundo todo, o que tem sido uma grande surpresa e satisfação para mim, uma pessoa extremamente tímida e reservada. Esta pessoa, da qual divulgo a arte, Rinaldo Grillo Filho, se tornou um grande amigo – mesmo que distante – de Sorocaba, São Paulo, de grande talento, que me presenteou com dois quadros, que ainda não recebi... estás me devendo (rsrsrsrsrsrsrs) – de duas poesias minhas que publiquei no blog e participei de um concurso em São Paulo, sem muito sucesso, no ano de 2010: Teofilândia e Boneca de Pano. Tive a grande alegria de ser convidado para sua exposição na cidade do Rio de Janeiro, a partir do dia 05 de julho e estendo este convite a todos os meus leitores: É IMPERDÍVEL ! AXÉ, VÉI !
SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO
Caros leitores, tenho utilizado os serviços do SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Governo Estadual, e, o parabenizo pela organização e pontualidade no atendimento. Contudo, como “sou um rapaz latino americano que também sabe se lamentar”, não posso me furtar a criticar a incoerência no horário de funcionamento do PAB – Posto de Atendimento Bancário: o Posto fecha às 16:00H, obedecendo ao horário bancário, enquanto o SAC – ao menos os serviços da JUCEB – funciona até às 19:00H, no Shopping Salvador, e, nada pode ser solicitado sem o pagamento das taxas pertinentes. É preciso que o governo do estado mantenha um posto bancário funcionando até o horário em que todos os serviços do SAC, que necessitem do pagamento de taxas, estejam funcionando... com a palavra o Governo do estado !
VIAJANDO NA LITERATURA BRASILEIRA
O Pré-Modernismo
O que se convencionou chamar de pré-Modernismo no Brasil não constitui uma escola literária. Pré-Modernismo é, na verdade, um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária, que caractertiza os primeiros vinte anos deste século. Nele é que se encontram as mais variadas tendências e estilos literários - desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, alguns preocupados com uma literatura política, e outros com propostas realmente inovadoras. É grande a lista dos autores que pertenceram ao pré-Modernismo, mas, indiscutivelmente, merecem destaque: Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.
Assim, pode-se dizer que essa escola começou em 1902, com a publicação de dois livros: "Os sertões", de Euclides da Cunha, e "Canaã", de Graça Aranha, e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana de Arte Moderna.
Apesar de o pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresentando individualidades muito fortes, com estilos às vezes antagônicos - como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e Lima Barreto - percebe-se alguns pontos comuns entre as principais obras pré-modernistas: a) eram obras inovadoras, que apresentavam ruptura com o passado, com o academicismo; b) primavam pela denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário, herdado do Romantismo e do Parnasianismo. O grande tema do pré-Modernismo é o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios; c) acentuavam o regionalismo, com o qual os autores acabam montando um vasto painel brasileiro: o Norte e o Nordeste nas obras de Euclides da Cunha, o Vale do Rio Paraíba e o interior paulista nos textos de Monteiro Lobato, o Espírito Santo, retratado por Graça Aranha, ou o subúrbio carioca, temática quase que invariável na obra de Lima Barreto; d)difundiram os tipos humanos marginalizados, que tiveram ampliado o seu perfil, até então desconhecido, ou desprezado, quando conhecido - o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, o mulato; e) traçaram uma ligação entre os fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, aproximando a ficção da realidade.
Esses escritores acabaram produzindo uma redescoberta do Brasil, mais próxima da realidade, e pavimentaram o caminho para o período literário seguinte, o Modernismo, iniciado em 1922, que acentuou de vez a ruptura com o que até então se conhecia como literatura brasileira.
A Semana de Arte Moderna
O Modernismo, como tendência literária, ou estilo de época, teve seu prenúncio com a realização da Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922. Idealizada por um grupo de artistas, a Semana pretendia colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do pensamento europeu, ao mesmo tempo que pregava a tomada de consciência da realidade brasileira.
O Movimento não deve ser visto apenas do ponto de vista artístico, como recomendam os historiadores e críticos especializados em história da literatura brasileira, mas também como um movimento político e social. O país estava dividido entre o rural e o urbano. Mas o bloco urbano não era homogêneo. As principais cidades brasileiras, em particular São Paulo, conheciam uma rápida transformação como conseqüência do processo industrial. A primeira Guerra Mundial foi a responsável pelo primeiro surto de industrialização e conseqüente urbanização. O Brasil contava com 3.358 indústrias em 1907. Em 1920, esse número pulou para 13.336. Isso significou o surgimento de uma burguesia industrial cada dia mais forte, mas marginalizada pela política econômica do governo federal, voltada para a produção e exportação do café.
Imigrantes - Ao lado disso, o número de imigrantes europeus crescia consideravelmente, especialmente os italianos, distribuindo-se entre as zonas produtoras de café e as zonas urbanas, onde estavam as indústrias. De 1903 a 1914, o Brasil recebeu nada menos que 1,5 milhão de imigrantes. Nos centros urbanos criou-se uma faixa considerável de população espremida pelos barões do café e pela alta burguesia, de um lado, e pelo operariado, de outro. Surge a pequena burguesia, formada por funcionários públicos, comerciantes, profissionais liberais e militares, entre outros, criando u’a massa politicamente "barulhenta" e reivindicatória.
A falta de homogeneidade no bloco urbano tem origem em alguns aspectos do comportamento do operariado. Os imigrantes de origem européia trazem suas experiências de luta de classes. Em geral esses trabalhadores eram anarquistas e suas ações resultavam, quase sempre, em greves e tensões sociais de toda sorte, entre 1905 e 1917. Um ano depois, quando ocorreu a Revolução Russa, os artigos na imprensa a esse respeito tornaram-se cada vez mais comuns. O Partido Comunista seria fundado em 1922. Desde então, ocorreria o declínio da influência anarquista no movimento operário.
Desta forma, circulavam pela cidade de São Paulo, numa mesma calçada, um barão do café, um operário anarquista, um padre, um burguês, um nordestino, um professor, um negro, um comerciante, um advogado, um militar, etc., formando, de fato, uma "paulicéia desvairada" (título de célebre obra de Mário de Andrade). Esse desfile inusitado e variado de tipos humanos serviu de palco ideal para a realização de um evento que mostrasse uma arte inovadora a romper com as velhas estruturas literárias vigentes no país
CURTAS...
VAI TER QUE ME ENGOLIR...
Logo após o triunfo do Bahia de Feira sobre o Vitória, que deu o título do campeonato baiano ao time do interior, uma nota foi publicada no site oficial do Bahia saudando o xará do interior pelo título e ironizando os rivais rubro-negros.
A nota, atribuída a diretoria do Bahia, parabeniza o Vitória “por mais um vice-campeonato e pela bela campanha que fez ao longo da competição, tropeçando nos dois últimos BA-Vis, dentro do Barradão, com duas incontestáveis derrotas e desejamos boa sorte na Série B”.
A nota, atribuída a diretoria do Bahia, parabeniza o Vitória “por mais um vice-campeonato e pela bela campanha que fez ao longo da competição, tropeçando nos dois últimos BA-Vis, dentro do Barradão, com duas incontestáveis derrotas e desejamos boa sorte na Série B”.
Ao final, a publicação provoca o Vitória pela perda da chance de conquistar o primeiro pentacampeonato de sua história. “Todo mundo tenta, mas só o Bahia é Penta!! Aliás, Penta, Hexa e Hepta!!!”, diz a nota.
Por duas vezes o Vitória esteve perto de conquistar o pentacampeonato, sendo impedimento, em ambas oportunidades, por times do interior do estado: Colo Colo, em 2006, e Bahia, em 2011.
Já o Bahia conquistou o heptacampeonato, vencendo de forma seguida o campeonato baiano entre 1973 e 1979.
Por duas vezes o Vitória esteve perto de conquistar o pentacampeonato, sendo impedimento, em ambas oportunidades, por times do interior do estado: Colo Colo, em 2006, e Bahia, em 2011.
Já o Bahia conquistou o heptacampeonato, vencendo de forma seguida o campeonato baiano entre 1973 e 1979.
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