Caros leitores, tenho acompanhado pelos noticiários o caos que se tornou o estado da Bahia, em decorrência da greve dos policiais, com saques a lojas e a bancos, assaltos e arrastões na capital e interior. O governador Jaques Wagner se nega a negociar com os grevistas até que os mesmos voltem ao trabalho: não dá pra entender esta postura, um petista que não negocia com grevistas...
Fortaleza viveu o mesmo caos.
Aproveitando, a revista Veja desta semana publicou uma matéria sobre violência urbana no Brasil, cujo foco foi a cidade Curitiba. "Mas logo em Curitiba ?" dizia o título da matéria. Curitiba sempre me pareceu a cidade modelo do Brasil, entretanto, sua ascensão, negativa, nos índices de violência me deixou estarrecido. A capital Paranaense, nos últimos 10 anos saltou da vigésima para a sexta mais violenta do Brasil, superando Rio de Janeiro - graças as ações eficazes de combate a violência, como a pacificação das favelas - que está sempre na mídia, vitimada por homicídios. A explicação encontrada pelos especialista é que Curitiba teve um crescimento rápido e desordenado ao seu redor, com um crescimento populacional de 22% na última década, enquanto que a própria cresceu 11%. A instalação de industrias na região metropolitana atraiu os migrantes do interior e a política pública não acompanhou este crescimento. O baixo nível de escolaridade e condições de vida ruins produzem trabalhadores insatisfeitos, que, tentados por uma vida melhor, procuram outras alternativas como o tráfico de drogas. Em paralelo à criminalidade, as polícias Civil e Militar tem o mesmo efetivo de dez anos atrás.
É preciso que tenhamos melhores políticas de segurança para que os nossos filhos e netos possam conseguir sair de casa.